Sobre
Sou psicanalista clínico, dedicado ao estudo da subjetividade humana e dos processos inconscientes que atravessam, muitas vezes de forma silenciosa, nossas escolhas, relações e modos de sofrer. Interesso-me especialmente por aquilo que escapa à consciência imediata, mas que, ainda assim, orienta decisões, produz repetições e sustenta formas de estar no mundo que nem sempre são compreendidas por quem as vive.
Meu trabalho se orienta pela tradição inaugurada por Sigmund Freud e posteriormente desenvolvida por autores como Jacques Lacan e Sándor Ferenczi, compreendendo o sujeito não como uma entidade fixa ou plenamente consciente de si, mas como efeito da linguagem, da história singular e das tramas do desejo que o constituem. Nessa perspectiva, cada sujeito é marcado por sua própria trajetória, pelas experiências que o atravessaram e pelas formas particulares com que lidou — e ainda lida — com aquilo que lhe foi vivido.
O sofrimento psíquico, portanto, não é entendido apenas como algo a ser eliminado ou suprimido, mas como expressão de conflitos, repetições e impasses que se inscrevem na experiência de cada sujeito. Sintomas, angústias e dificuldades nas relações podem ser compreendidos como formas de manifestação de algo que insiste, que retorna e que busca, de algum modo, ser simbolizado.
A psicanálise propõe um trabalho de escuta e elaboração, no qual a fala ocupa um lugar central. Ao falar, o sujeito pode começar a se escutar de uma maneira diferente, permitindo que aquilo que se repete sem ser compreendido possa, gradualmente, adquirir novos sentidos. Não se trata de oferecer respostas prontas, conselhos ou soluções rápidas, mas de sustentar um espaço em que seja possível construir, ao longo do tempo, novas formas de relação com a própria história, com o desejo e com o outro.
Esse processo exige tempo, implicação e disponibilidade para se confrontar com aquilo que, muitas vezes, foi evitado ou mantido fora do campo da consciência. Ainda assim, é justamente nesse movimento que podem surgir deslocamentos importantes, abrindo a possibilidade de mudanças que não são impostas de fora, mas construídas a partir da própria experiência do sujeito.
Atendo adultos que desejam compreender mais profundamente suas angústias, conflitos emocionais e repetições em suas relações, sejam elas afetivas, familiares ou profissionais. Muitas vezes, trata-se de pessoas que já tentaram diferentes caminhos para lidar com seu sofrimento, mas que sentem que algo permanece sem resolução, retornando sob diferentes formas.
Ofereço um espaço de escuta no qual seja possível, pouco a pouco, dar forma àquilo que insiste, retorna e muitas vezes escapa à consciência. Um espaço em que a palavra possa circular sem julgamentos ou expectativas pré-definidas, favorecendo um movimento de elaboração que permita ao sujeito reposicionar-se diante de seu sofrimento, de seus impasses e de sua própria trajetória.
A psicanálise não promete eliminar o mal-estar inerente à condição humana, mas pode possibilitar que ele seja vivido de outra maneira, com menos sofrimento e maior responsabilidade sobre o próprio desejo. Trata-se, sobretudo, de um trabalho que visa ampliar as possibilidades de existência, permitindo que cada sujeito encontre modos mais singulares e menos repetitivos de se relacionar consigo mesmo e com o mundo.
Esse percurso não se dá por meio de respostas prontas ou orientações diretas, mas pela construção de um espaço em que aquilo que foi silenciado, evitado ou não simbolizado possa, gradualmente, encontrar lugar na fala. Ao sustentar esse processo, a psicanálise possibilita que o sujeito reconheça aspectos de sua própria história que permaneciam opacos, abrindo caminho para novas formas de significação e para uma relação menos automática com aquilo que antes se impunha como repetição.
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